Scope 4: o que é e como medir

Ao falar sobre emissões, você provavelmente já ouviu falar sobre os escopos 1, 2 e 3. Mas você já ouviu falar sobre o Escopo 4?


Emissões de Escopo 4 é um termo emergente para categorizar a redução de emissões "potencializadas" pela empresa. As emissões do Escopo 4 são as emissões evitadas que ocorrem fora do ciclo de vida de um produto ou cadeia de valor. As emissões do Escopo 4 são impulsionadas por melhorias de eficiência ou reduções nas atividades de emissão de carbono.


O desafio é a capacidade de medi-los. E surgem como a nova fronteira de divulgação para consideração pelos investidores.


E quanto à qualidade do crédito bancário concedido para setores de alta emissão? Ou para organizações imobiliárias, seus esforços para melhorias de eficiência dentro de edifícios? Medidas tomadas que favorecem o "home-office" e evitam deslocamentos ? Esforços empreendidos para desenvolver novas tecnologias e produtos benéficos ao clima ? Ou uma via rápida para aprovação de patentes ?


Decisões e atitudes? Cuidado com o "greenwashing" ?


Conforme indicado em um artigo da ESG Clarity, "O Escopo 4 não é uma categoria oficial do protocolo GHG e não conta para as reduções de emissões gerais dos Escopos 1, 2 e 3 de uma empresa. Em vez disso, o Escopo 4 é um cálculo teórico que é medido por meio de um cenário de referência, geralmente comparando produtos com a solução média do mercado, uma solução previamente implementada e/ou uma geração anterior de um produto." E concluem "Para os investidores, levar em consideração as divulgações do Escopo 4, portanto, não apenas faz sentido do ponto de vista da sustentabilidade, mas também pode fazer sentido financeiro, pois mostra o verdadeiro valor que uma empresa está agregando à agenda ESG".


Em suma, lembre-se também das emissões do Escopo 4... às vezes chamadas de Escopo X.


Clique na imagem abaixo (Reuters Events) para ler o artigo completo (em inglês) em ESGClarity.




 CARBON CREDIT MARKETS

« … car rien ne se crée, ni dans les opérations de l’art, ni dans celles de la nature, et l’on peut poser en principe que, dans toute opération, il y a une égale quantité de matière avant et après l’opération ; que la qualité et la quantité des principes est la même, et qu’il n’y a que des changements, des modifications. »

Antoine-Laurent De Lavoisier 1789, Traité élémentaire de chimie.