"OPEP das florestas": Brasil, Indonésia e Congo unidos por seus créditos de carbono

Brasil, Indonésia e República Democrática do Congo (DRC) abrigam 52% das florestas tropicais remanescentes do mundo. São regiões críticas no combate contra as mudanças climáticas.


Esse três países – que abrigam a Amazônia, a bacia do Congo e as florestas de Bornéu e Sumatra – já faziam parte dos que assinaram um acordo na COP26 em Glasgow em 2021 para interromper e reverter o desmatamento até 2030, a "Declaration on Forests and Land Use".


Mais recentemente, há cerca de 1 mês, de acordo com comunicado final da pré-COP27 que aconteceu em Kinshasa, capital da DRC, essas três grandes nações estão agora em negociações para formar uma "aliança estratégica" para coordenar sua conservação, "em particular para obter o preço por tonelada de carbono".


Oscar Soria, diretor de campanha do site de ativismo Avaaz, disse que a aliança pode ser uma “OPEP para florestas tropicais”, semelhante ao cartel dos produtores de petróleo, que coordena os níveis de produção e preço.


“Esses três ecossistemas são críticos para a estabilidade ecológica do mundo, e a resposta para essas florestas prosperarem está nas pessoas que vivem nelas.”


Clique na imagem abaixo - parte inicial doo post de Soria no Twitter, sobre imagem dos representantes da aliança - para ler o comunicado a respeito da Pre-COP27 "Carbon Credit: Brazil, Indonesia and the DRC unite" e aqui para um outro artigo pela L’Agence congolaise de presse (ACP), detalhando um pouco mais do que foi discutido entre a Vice-Primeira-Ministra e Ministra do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da DRC, Eve Bazaiba, Léonardo Do Cleaver, Embaixador e Diretor do Departamento de Desenvolvimento Sustentável do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, e Laksmi Dhewanthi, Diretora Geral de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente e Florestas da Indonésia.




 CARBON CREDIT MARKETS

« … car rien ne se crée, ni dans les opérations de l’art, ni dans celles de la nature, et l’on peut poser en principe que, dans toute opération, il y a une égale quantité de matière avant et après l’opération ; que la qualité et la quantité des principes est la même, et qu’il n’y a que des changements, des modifications. »

Antoine-Laurent De Lavoisier 1789, Traité élémentaire de chimie.