COP27: Enviado climático dos EUA Kerry, Bezos e Rockefeller lançam plano de compensação de carbono

Durante a COP27, parece que os Estados Unidos decidiram entrar mais determinados nos mercados de crédito de carbono.


O enviado especial dos EUA para o clima John Kerry, o Bezos Earth Fund e a Fundação Rockefeller anunciaram a criação do Energy Transition Accelerator (ETA), um plano de compensação de carbono destinado a ajudar as economias emergentes e em desenvolvimento a acelerar sua transição dos combustíveis fósseis, catalisando capital privado para energias limpas.


"Se vamos eliminar os combustíveis fósseis em nossos sistemas de energia, acreditamos que os mercados voluntários de carbono têm um papel a desempenhar", disse Andrew Steer, presidente do Bezos Earth Fund.


Ao longo do próximo ano, visando projetar o ETA, essas três partes pretendem estreitar laços com países em desenvolvimento e especialistas globais em questões climáticas. A Science Based Targets Initiative (SBTi), a Voluntary Carbon Markets Initiative (VCMI), o Integrity Council for the Voluntary Carbon Market (ICVCM) e o WRI para o Greenhouse Gas Protocol serão consultados para garantir um amplo alinhamento com as melhores práticas ambientais e de padrões para o carbono de mercado.


Mais especificamente, o grupo terá como foco assuntos como:

  • Uma metodologia que contém protocolos rigorosos de creditação e monitoramento, reporte e verificação para que quaisquer créditos de carbono gerados sejam reais, adicionais e permanentes.

  • Regras e salvaguardas, que garantam que o uso de créditos de carbono pelas empresas seja consistente com um caminho net zero e alinhado à ciência. As empresas participantes precisarão alcançar reduções profundas nas emissões em suas próprias cadeias de valor, com as reduções de emissões geradas por meio da ETA complementando sua redução interna.

  • Parâmetros que mantenham a integridade, garantindo oferta suficiente (por parte do país em desenvolvimento) e demanda (por parte das empresas).

  • Orientação para salvaguardas sociais, acordos de repartição de benefícios e apoio à criação de empregos e treinamento nas jurisdições participantes.

  • Diretrizes rigorosas de transparência de ponta a ponta.


Clique na imagem abaixo para ler o press release da The Rockefeller Foundation, incluindo as citações de apoio de vários outros famosos entusiastas de crédito de carbono.


Grupos ambientalistas criticaram a iniciativa, dizendo que o esquema atrasaria os esforços reais de redução de emissões. E o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, recomendou que os créditos de carbono sejam usados ​​com moderação por empresas e governos, de forma a "não minarem" seus planos de emissões net zero. Ou seja e como indicamos no post de ontem, créditos de carbono para offset das emissões residuais de empresas que já fizeram seus inventário de carbono e descarbonizaram o que foi possível.




 CARBON CREDIT MARKETS

« … car rien ne se crée, ni dans les opérations de l’art, ni dans celles de la nature, et l’on peut poser en principe que, dans toute opération, il y a une égale quantité de matière avant et après l’opération ; que la qualité et la quantité des principes est la même, et qu’il n’y a que des changements, des modifications. »

Antoine-Laurent De Lavoisier 1789, Traité élémentaire de chimie.