Cientistas mapeiam enorme aquífero submarino de água doce offshore no Atlântico dos EUA

Dando sequência a artigos sobre água, enquanto o mundo aguarda os resultados da COP27.


Mais uma descoberta interessante por geólogos da Universidade de Columbia: um enorme aquífero submarino offshore no litoral Atlântico dos Estados Unidos, que se estende de forma contínua por pelo menos 350 km da costa atlântica dos EUA e contém cerca de 2800 km3 de águas subterrâneas de baixa salinidade. E dependendo de pesquisas futuras, caso o aquífero se estenda mais ao norte e ao sul, ele poderia rivalizar com o grande Aquífero Ogallala, que fornece água subterrânea vital para parte relevante dos Estados Unidos (vide referência no post de ontem, comparando com o aquífero NCP North China Plain).


Usando novos métodos geofísicos eletromagnéticos em águas rasas, os geólogos puderam evidenciar a conexão entre o sistema hidrológico onshore e esse aquífero offshore. Assim, eles acreditam que a água tenha se acumulado de duas maneiras diferentes:

  • "Água fóssil" de degelo. Do derretimento do que estava preso em sedimentos rochosos há cerca no fim da Era do Gelo há cerca de 15.000 anos atrás

  • Alimentado pela chuva, além de corpos de água que se infiltram nos sedimentos terrestres.


A água do aquífero tem esse valor perto da costa tem a mesma salinidade da água doce terrestre: menos de uma parte por mil de sal. Contudo, suas bordas externas do aquífero ela pode chegar a 15 partes por mil, que mesmo abaixo da água do mar típica com 35 partes por mil de sal, precisariam de um processo de dessanilização para consumo.


O grupo de geólogos e geofísicos espera ampliar as pesquisas e avaliar aquíferos em outras partes do mundo, como no Oriente Médio, sul da Califórnia e Austrália.


Clique na imagem abaixo para o Press Release na State of the Planet da Columbia Climate School, incluindo link para o trabalho publicado na Scientific Reports.



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« … car rien ne se crée, ni dans les opérations de l’art, ni dans celles de la nature, et l’on peut poser en principe que, dans toute opération, il y a une égale quantité de matière avant et après l’opération ; que la qualité et la quantité des principes est la même, et qu’il n’y a que des changements, des modifications. »

Antoine-Laurent De Lavoisier 1789, Traité élémentaire de chimie.