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Albedo. A Terra está escurecendo.

Hoje é sexta-feira, 5 de janeiro de 2024.


Você já ouviu falar sobre o albedo?


A quantidade de luz solar que acaba atingindo o sistema climático da Terra depende da irradiância solar e da refletância da Terra, o albedo.


E como sabemos pelas nossas escolhas diárias de roupas, o preto é mais quente que o branco. Isso ocorre porque o preto absorve a luz e o branco a reflete. É por isso que neve e o gelo podem até ofuscar.


De forma equivalente, o que acontece quando os Pólos Norte e Sul da Terra têm menos cobertura de gelo (branca e brilhante) e mais água (profunda, escura) exposta?


As primeiras medições precisas e regulares do albedo terrestre por satélite vieram com o CERES - Clouds and the Earth’s Radiant Energy System - um dos cinco instrumentos a bordo do satélite Terra. Terra é uma missão emblemática do Earth Observing System da NASA, que começou a coletar dados no início de 2000.


A missão do Terra é explorar as relações entre a atmosfera do planeta, a terra, a neve e o gelo, o oceano e o equilíbrio energético para obter uma melhor compreensão de nosso clima e das alterações climáticas, juntamente com o impacto das ações humanas nestes processos.


De acordo com o novo estudo da AGU journal Geophysical Research Letters a Terra reflete agora cerca de meio watt menos luz por metro quadrado do que há 20 anos, com a maior parte da redução ocorrendo nos últimos anos. A Terra reflete cerca de 30% da luz solar que incide sobre ela e a redução equivale a 0,5% na refletância da Terra.


De acordo com o estudo, "nem as variações interanuais médias globais nem a tendência de longo prazo na refletância da Terra que medimos mostram uma correlação com o ciclo solar (número de manchas solares), o fluxo de raios cósmicos ou qualquer outro índice de atividade solar". Então isso significa que as mudanças na refletividade da Terra são causadas por algo na Terra.


De acordo com um cientista da Universidade da Califórnia, muitos esperavam que uma Terra mais quente pudesse levar a mais nuvens e a um albedo mais elevado, o que ajudaria a moderar o aquecimento e a equilibrar o sistema climático, mas o que está acontecendo é o oposto.


Clique na imagem abaixo para ler o estudo científico na American Geophysical Union / John Wiley & Sons.


Você também poderá gostar do artigo (em inglês) Missing Heat, da Earthdata / Open Access for Open Science da NASA.


Começa assim:

"Quando o termômetro de mercúrio foi inventado em 1714, ele conquistou o mundo científico. Em sua travessia transatlântica no ano de 1724, Benjamin Franklin registrou as temperaturas da água mergulhando periodicamente um termômetro no oceano. Em 1850, as estações meteorológicas em todo o mundo já tinham coletado registros das temperaturas do ar por todo o mundo. E pela primeira vez, os cientistas puderam rastrear a temperatura da Terra. Com o tempo, ficou claro que a temperatura estava aumentando."


Sobre as flutuações de temperatura, os cientistas indicam que se deve olhar "para o balanço energético completo: quanta luz solar entra na atmosfera da Terra, quanto desta energia é refletida e emitida de volta para o espaço, e onde a energia - sob a forma de calor - está se acumulando no sistema climático terrestre ... O ar, a terra e a água absorvem e liberam calor em taxas diferentes e em escalas de tempo mais diferentes ainda". Sem falar nos fenômenos na alta atmosfera e do mar profundo, El Niños e La Niñas, erupções vulcânicas e gases de efeito estufa. O artigo analisa tudo isso.




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“Nothing in life is to be feared, it is only to be understood. Now is the time to understand more, so that we may fear less.”

“I am among those who think that science has great beauty”

Madame Marie Curie (1867 - 1934) Chemist & physicist. French, born Polish.

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