A Idade da Pedra, a do Petróleo e a “OPEC das Florestas”

Foi o blog CarbonCreditMarkets que no início de novembro deu visibilidade ao encontro pré-COP27 ocorrido entre os dias 3 e 5 de outubro em Kinshasa capital da República Democrática do Congo (RDC), quando Brasil, Indonésia e próprio Congo concluíram as negociações para formar uma "aliança estratégica" para coordenar a conservação de suas florestas, impactando 52% das florestas tropicais do mundo.


Ou exatamente como foi dito por Eve Bazaiba, Vice-Primeira-Ministra e Ministra do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da DRC (e aqui traduzido): “A RDC também está em sintonia com a estratégia de reivindicar os direitos de nossas populações, de ter uma posição comum sobre o preço da tonelada de carbono. Porque, a partir daí, pode nos dar (a possibilidade) – nós, os países ricos em meio ambiente – de ajudar outros países que não têm cobertura florestal como nós”.


Ativistas ambientais globais imediatamente cunharam o grupo com “OPEP das florestas”, em referência a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, a OPEC.


Vale aqui complementar um outro interessante vínculo com a OPEC.


Em 2000, em entrevista à Reuters por conta do 40º aniversário da OPEP, seu poderoso então líder Sheik Ahmed Zaki Yamani, fez um pronunciamento “visionário”, considerando que, à época, as energias renováveis ​​estavam em sua infância.


“A Idade da Pedra não terminou porque o mundo ficou sem pedra, e a Idade do Petróleo terminará muito antes que o mundo fique sem petróleo.”, disse.


Abaixo, imagem do slide com a frase, apresentado no Singularity Summit de São Francisco, Estados Unidos, em agosto de 2018, durante Jornada Técnica do IBGC ao Vale do Silício.


E clicando na mesma imagem você pode acessar a matéria (em inglês) de 14 de novembro “Report from COP27: The Fossil Fuel Industry Continues to Block the Path to Climate Justice”, pela Union of Concerned Scientists, fonte de um de nossos posts mais visitados (“Participação de cada país nas emissões de CO2. Desde 1750”).




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« … car rien ne se crée, ni dans les opérations de l’art, ni dans celles de la nature, et l’on peut poser en principe que, dans toute opération, il y a une égale quantité de matière avant et après l’opération ; que la qualité et la quantité des principes est la même, et qu’il n’y a que des changements, des modifications. »

Antoine-Laurent De Lavoisier 1789, Traité élémentaire de chimie.