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7ª semana CCM 2026. Artigo 6 e MCUs; Holanda subsidia CDR; Brasil no ICAP; McKinsey vê otimismo; UE e China expandem renováveis; EUA emite; UE e carbono agrícola; Indonésia avança; risco CAR no Brasil

  • Art Dam
  • há 12 minutos
  • 7 min de leitura

Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026.


🎵 Cansado de ler artigos, ver reels e ouvir podcasts? Que tal aprender ouvindo música?


A Carbon Credit Markets está inovando ao transformar seus conteúdos — técnicos, criteriosos e semanais — em músicas. Sim, isso mesmo. E elas já estão no Spotify, iTunes, Apple Music, YouTube, Amazon, Deezer, Instagram e outros canais. Procure pelo artista Ar T Dam  e explore faixas como Samba Firme Pra Mudança Acelerar  ou Carbon’s Running Hot,  um dance‑pop vibrante em inglês.


Os lançamentos serão, a princípio, em português 🇧🇷🇵🇹 nas semanas pares e em inglês 🇺🇸🇬🇧 nas semanas ímpares. Acompanhe e ajude a divulgar — a música torna nossa mensagem mais leve, acessível e lúdica.



E vamos à 7ª semana de Carbon Credit Markets em 2026


América Latina e o Caribe avançam na ação climática ao fortalecer instrumentos domésticos como as MCUs, enquanto iniciativas internacionais — como o subsídio holandês para tecnologias de remoção de carbono e a entrada do Brasil no ICAP — ampliam inovação, cooperação e capacidade para desenvolver mercados de carbono robustos e elevar a ambição de mitigação.


Já o cenário climático global mostra avanços importantes, com a McKinsey destacando novos motivos pragmáticos para otimismo, o fortalecimento do monitoramento de emissões, a União Europeia alcançando 47,5% de eletricidade renovável, a China adicionando 543 GW de capacidade energética e, em contraste, os Estados Unidos registrando aumento de 2,4% nas emissões de gases de efeito estufa em 2025.


União Europeia avança na certificação de agricultura de carbono ao consultar metodologias para agrofloresta, manejo de solos, reumedecimento de turfeiras e plantio de árvores, enquanto a Indonésia fortalece sua taxonomia sustentável (TKBI) e um crescente mercado de carbono que já movimentou 1,81 milhão tCO₂e; no Brasil, o CAR segue expandindo, mas enfrenta baixa validação e riscos fundiários, evidenciando desafios estruturais persistentes.


Eventos, inclusive reserve a agenda para as Climate Weeks da UNFCCC e a Conferência Brasileira Clima e Carbono. Abaixo mais detalhes.



Créditos de Carbono


Artigo 6.4 — O que são MCUs e por que elas importam para a América Latina e Caribe

A factsheet publicada pela Acción Climática LAC e pelo programa UNEP LAC‑6 explica que os Mitigation Contribution Units (MCUs) são reduções ou remoções de emissões geradas sob o Artigo 6.4 que não são autorizadas para transferência internacional, permanecendo no país anfitrião para fortalecer suas próprias NDCs. O documento destaca que os MCUs têm papel estratégico ao permitir que governos escolham entre autorizar ou reter unidades, influenciando ajustes correspondentes, acesso a financiamento climático baseado em resultados, desenvolvimento de instrumentos domésticos de precificação de carbono e engajamento com compradores voluntários nacionais. Para a região LAC, onde capacidade institucional e integridade ambiental são essenciais, os MCUs oferecem flexibilidade para ampliar a ambição doméstica sem fechar portas para mercados internacionais, além de apoiar a construção de sistemas de monitoramento, relato e verificação. A publicação também ressalta o papel dos Regional Collaboration Centres na preparação dos países para implementar esse instrumento.


Holanda Lança Subsídio Inédito para Remoção de Carbono

A Holanda criou um subsídio pioneiro de €10 milhões para impulsionar tecnologias de remoção permanente de CO₂ (CDR), financiando até €4 milhões por projeto dentro do programa MOOI (Missiegedreven Onderzoek, Ontwikkeling en Innovatie). O foco inclui captura direta do ar (DAC)— como a desenvolvida pela startup Carbyon — mineralização de carbono — já explorada pela empresa Paebbl — e captura de CO₂ biogênico para uso em materiais duráveis. A iniciativa exige consórcios de pesquisa e empresas e busca acelerar soluções capazes de apoiar a meta europeia de neutralidade climática até 2050.


Brasil torna-se o 36º membro do ICAP e reforça compromisso com mercados de carbono

O Brasil tornou-se o 36º membro do International Carbon Action Partnership (ICAP), uma iniciativa global que desde 2007 reúne governos empenhados em desenvolver e aprimorar sistemas de comércio de emissões (ETS), promovendo cooperação técnica, troca de experiências e alinhamento de boas práticas. A adesão fortalece o avanço do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) e amplia o acesso do país a uma rede internacional dedicada ao aperfeiçoamento de políticas climáticas, precificação de carbono e instrumentos de redução de emissões. O ICAP é reconhecido por apoiar a implementação de ETS ao redor do mundo, oferecendo análises, capacitação e espaços de diálogo entre jurisdições, o que torna sua participação estratégica para o Brasil no contexto de transição energética, competitividade internacional e consolidação de mercados de carbono robustos. Vale também destacar que recentemente o ICAP e a Comissão Europeia lançaram um novo programa plurianual, financiado pela União Europeia, para fortalecer sistemas de comércio de emissões (ETS) ao redor do mundo.



Outros Destaques


Novo relatório da McKinsey aponta razões pragmáticas para otimismo climático

O relatório destaca que a lógica tradicional baseada apenas em metas climáticas já não sustenta o ritmo de transformação, mas fatores econômicos e estratégicos agora reforçam o avanço, como o fato de que 91% dos novos projetos renováveis em 2024 já são mais baratos que alternativas fósseis, além de governos tratarem clima como política industrial e segurança energética. A McKinsey argumenta que esses novos “porquês” — competitividade, redução de custos, resiliência e atração de capital — estão impulsionando a transição mesmo em um cenário global mais complexo, criando incentivos capazes de manter o progresso climático independentemente de negociações multilaterais ou da trajetória exata de aquecimento.


Monitoramento global reforça avanços na redução de emissões

As emissões globais de gases de efeito estufa estão cada vez mais bem compreendidas, graças a dados mais completos que permitem aos países identificar onde reduzir impactos e avançar em estratégias climáticas eficazes. O monitoramento detalhado de CO₂, metano e outros gases fortalece a capacidade global de agir, mostrando que muitos setores e regiões já começam a desacoplar crescimento econômico e emissões. Leia mais em “Greenhouse gas emissions” - Hannah Ritchie, Pablo Rosado, and Max Roser (2020) - publicado online pela OurWorldinData.org e atualizado em 30 de janeiro de 2026.


União Européia atingiu quase 50% de eletricidade renovável em 2024

Segundo a Eurostat, em 2024, as fontes renováveis representaram 47,5% do consumo bruto de eletricidade da União Europeia, um aumento de 2,1 pontos percentuais em relação a 2023 e quase o triplo do registrado em 2004. O avanço reflete a expansão contínua de eólica, hidrelétrica e solar, consolidando as renováveis como pilar central da transição energética europeia.


China dispara na corrida energética global

A China vive uma corrida energética sem precedentes, tendo adicionado 543 GW de nova capacidade apenas no último ano, mais do que todo o sistema elétrico dos EUA acumulado desde 2021, segundo a National Energy Administration (NEA) da China. Esse avanço — impulsionado por energia solar, eólica, hidrelétrica e nuclear — fortalece sua posição em setores de alta demanda energética, como inteligência artificial, robótica, manufatura avançada e armazenamento de energia. Vale também a leitura do artigo da MIT Technology Review, “China’s energy dominance in three charts”.


Dados preliminares para 2025 sobre as emissões de gases de efeito estufa dos Estados Unidos

As emissões de gases de efeito estufa dos EUA cresceram 2,4% em 2025, superando o ritmo da economia e revertendo dois anos de queda, segundo estimativas preliminares do Rhodium Group. Leia mais na fonte.



Curtas & Oportunidades


Comente as metodologias europeias para certificar agricultura de carbono

A Comissão Europeia abriu uma consulta pública sobre metodologias associadas às práticas de agricultura de carbono. De acordo com a página oficial, a consulta abrange metodologias para:

  • agrofloresta e manejo do solo em áreas agrícolas de solos minerais, incluindo o uso aprimorado de fertilizantes

  • restauração de turfeiras por meio do reumedecimento

  • plantio de árvores

Contribuições podem ser enviadas até 19 de fevereiro de 2026.


Indonesia Sustainable Finance Taxonomy e Carbon Exchange

Indonésia acaba de lançar o TKBI, sua Taxonomia de Finanças Sustentáveis, destacando o compromisso da Indonesia Financial Services Authority(OJK) com finanças sustentáveis e com o alcance das metas de emissões daquele importante país. Adicionalmente, relata que desde o seu lançamento em 26 de setembro de 2023 até 30 de dezembro de 2025, a plataforma de negociação de carbono registrou 150 usuários. Em dezembro de 2025, o volume de transações aumentou em 190.264 tCO2e, elevando o volume acumulado para 1.811.933 tCO2e, com um valor total de transações de IDR 87 bilhões de rupias indonésias (equiv. US$ 5,5 milhões).


Avanço no Cadastro Ambiental Rural do Brasil contrasta com baixa validação e riscos fundiários persistentes

Os dados mais recentes do Termômetro do Código Florestal mostram que o Brasil alcançou 436,9 milhões de hectares inscritos no CAR (Cadastro Ambiental Rural), frente a 428,9 milhões na atualização anterior. Ainda assim, aproximadamente 24,6 milhões de hectares seguem fora do sistema, o equivalente a 5,32% da área que deveria estar registrada. Soma-se a isso o fato de que a análise dos cadastros pelos órgãos ambientais estaduais continua lenta, o que aumenta o risco de inconsistências, sobreposições e conflitos fundiários. Não se esqueça que com relação a esse tipo de risco no Brasil nosso parceiro Busca Global por te ajudar.



Eventos


🇩🇪 16 a 20 de fevereiro, Supervisory Body's 20th meeting (SBM 020), Bonn, Alemanha


🇪🇺 17 de fevereiro, ABC of EU climate policy: why it matters and how it works. Online webinar.


🇧🇴 5 de março, Bolivia Carbon Forum, Santa Cruz, Bolivia


🇵🇾 25 e 26 de março, Paraguay Carbon Forum, Asunción, Paraguay


🇨🇴🇳🇱28 e 29 de abril de 2026, First International Conference on Phasing Out Fossil Fuels, pelos Governos da Colômbia e dos Países Baixos. Na cidade de Santa Marta, Colômbia


🇵🇪 27 e 28 de maio, Peru Carbon Forum 2026, 3ra edición, ESAN, Lima, Perú


Entre a COP30 e a COP31, quando governos, líderes financeiros e implementadores deixam de negociar textos e passam a construir os mecanismos concretos que realmente entregam resultados.

🇰🇷🇺🇳21 a 25 de abril, Climate Week 1, Yeosu, Coréia do Sul

🇦🇿🇺🇳 5 a 9 de outubro, Climate Week 2, Baku, Azerbaijão


🇧🇷 27 e 28 de agosto, Conferência Brasileira Clima e Carbono, Aliança Brasil NBS




Carbon Credit Markets é canal educativo e mídia referência nos mercados de carbono, membro da coalisão COP Experience, com forte presença digital e audiência global em mais de 100 países, o site número 1 no Brasil e o 16º mais influente do mundo, segundo o FeedSpot.




Mosaico Carbon Credit Markets Week 07 2026
Mosaico Carbon Credit Markets Week 07 2026

 CARBON CREDIT MARKETS

“Nothing in life is to be feared, it is only to be understood. Now is the time to understand more, so that we may fear less.”

“I am among those who think that science has great beauty”

Madame Marie Curie (1867 - 1934) Chemist & physicist. French, born Polish.

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