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41ª semana CCM 2026. Alimentos e consumo. Cozinha limpa agora pode gerar créditos de carbono; EU e carbon farming; oportunidades da agrivoltaics; CBAM a €82,32/t

Art Dam
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Segunda-feira, 12 de outubro de 2026.


41ª semana de Carbon Credit Markets em 2026. 



Créditos de carbono ganham novo impulso com a ampliação de mecanismos voltados à redução de emissões e à remoção de carbono. ONU passou a permitir que projetos de cozinha limpa gerem créditos no mercado do Acordo de Paris, beneficiando bilhões de pessoas que ainda utilizam métodos poluentes para cozinhar, a Comissão Europeia oficializou regras para certificar créditos ligados à agricultura de carbono, incluindo práticas como carbon farming, recuperação de solos orgânicos e reflorestamento.


Outros destaques incluem o avanço da agrivoltaics, modelo que combina agricultura e energia solar no mesmo terreno, permitindo produzir alimentos e eletricidade simultaneamente. A prática vem ganhando espaço em países da Europa, Ásia e Estados Unidos, impulsionada por benefícios como diversificação de renda para agricultores, redução da pegada de carbono, maior resiliência energética e ganhos de eficiência para algumas culturas e painéis solares. Paralelamente, ferramentas como a Co-benefits Calculator, desenvolvida no Japão, ajudam a adoção desse tipo de solução.


Curtas e oportunidades incluem o CBAM europeu, com os certificados atingindo €82,32/tCO₂e no 3º trimestre de 2026 e reforçando seus impactos sobre cadeias exportadoras. Ao mesmo tempo, GRI reporta que a divulgação de informações de sustentabilidade avança, com destaque para o crescimento do Sul Global e a adoção de múltiplos padrões de reporte. Por fim, uma provocação do Conselho de Consumidores da Noruega convida à reflexão sobre consumo e os efeitos das nossas escolhas no planeta.


Além de uma lista com eventos relevantes.



Créditos de Carbono


Projetos de Cozinha Limpa Passam a Gerar Créditos de Carbono no Mercado da ONU

Publicado em 9 de outubro de 2026, o artigo da UNFCCC - Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima - informa que projetos de cozinha limpa passam a gerar créditos de carbono no mercado do Acordo de Paris, após a aprovação de duas novas metodologias pelo órgão supervisor do Artigo 6.4. A medida beneficia iniciativas que promovem fogões mais eficientes ou a substituição de combustíveis poluentes, tema relevante para cerca de 2,1 bilhões de pessoas que ainda cozinham em condições precárias. As metodologias estabelecem critérios de elegibilidade, monitoramento e verificação para assegurar que os créditos de carbono correspondam a reduções reais, adicionais e mensuráveis de emissões. O texto também destaca a criação de uma ferramenta para avaliar o risco de reversão dessas reduções, reforçando a integridade ambiental do sistema e ampliando o alcance do mercado de carbono da ONU.



Comissão Europeia oficializa regras técnicas para certificação para agricultura de carbono

A Comissão Europeia - por meio da sua Diretoria-Geral de Ação Climática, responsável por implementar políticas climáticas na União Europeia (UE) - anunciou três metodologias de certificação para créditos de carbono no âmbito do Regulamento Carbon Removals and Carbon Farming (CRCF). O texto oficial destaca que essas metodologias estabelecem regras claras, consistentes e transparentes para validar atividades de carbon farming em toda a UE. As três abordagens abrangem práticas agrícolas em solos minerais, restauração de solos orgânicos como turfeiras (incluindo manejo hídrico para recuperar áreas drenadas) e novos projetos de reflorestamento, estabelecendo critérios comuns para monitoramento e reporte das remoções de carbono. Segundo a Comissão, além de viabilizar a geração confiável de créditos, essas práticas reforçam biodiversidade, resiliência climática e a segurança de alimentos e biomassa, permitindo que agricultores e gestores florestais sejam remunerados por serviços climáticos certificados.



Outros Destaques


Agrivoltaics e calculadoras ganham espaço e promovem a produção de alimentos e energia no mesmo terreno

O termo agrivoltaics foi criado em 2011 por Dupraz e colaboradores e descreve sistemas de uso duplo da terra que combinam agricultura e energia solar fotovoltaica, e tem ganhado cada vez mais atenção na Europa e na Ásia, sendo conhecido como agrofotovoltaica na Alemanha e como “compartilhamento solar” no Japão.


O artigo Agrivoltaics: Coming Soon to a Farm Near You?, do USDA Climate Hubs, a rede do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos dedicada a apoiar a adaptação e a mitigação climática no setor agropecuário destaca benefícios como diversificação de renda para agricultores, redução da pegada de carbono, maior resiliência energética, melhoria das condições para algumas culturas sob sombra parcial e aumento potencial da eficiência dos painéis solares devido ao resfriamento proporcionado pela vegetação. A publicação também aborda experiências e pesquisas em andamento no nordeste dos EUA, incluindo projetos de pastos entre painéis solares (solar grazing), plantas polinizadoras e iniciativas de universidades e laboratórios de pesquisa que buscam entender os impactos econômicos, ambientais e produtivos dessa integração entre agricultura e energia limpa.


Recentemente, o Institute for Global Environmental Strategies (IGES), organização japonesa de pesquisa voltada ao desenvolvimento sustentável e às políticas ambientais, apresentou seu Co-benefits Calculator, uma ferramenta desenvolvida para apoiar esse tipo de avaliação dos co-benefícios associados a ações e projetos. Especificamente, a calculadora permite aos usuários explorar o que a agrivoltaics poderia representar para sua região e compreender melhor seus potenciais benefícios, já contando com configurações predefinidas adaptadas ao Japão, ao Camboja e a Bangladesh, além de opções de personalização para outros locais.



Curtas & Oportunidades


O preço dos Certificados CBAM da União Europeia segue em alta: após registrar €75,36/tCO₂e no 1º trimestre de 2026, €75,28/tCO₂e no 2º trimestre, o valor mais recente alcançou €82,32/tCO₂e para o 3º trimestre de 2026, divulgado em 5 de outubro de 2026, refletindo a evolução do custo do carbono no mercado europeu e seus impactos sobre importadores de setores intensivos em emissões. Leia a atualização completa da Comissão Europeia (DG TAXUD), órgão responsável pela política tributária e aduaneira da União Europeia.



A divulgação de informações de sustentabilidade continua avançando. É o que aponta o relatório State of Sustainability Reporting, publicado pela GRI (Global Reporting Initiative), organização internacional referência em padrões de relato de sustentabilidade. Segundo o relatório, a maioria das empresas utiliza múltiplos padrões e estruturas de reporte, enquanto o Sul Global registra progresso mais acelerado do que mercados maduros da Europa e da América do Norte. Uma análise relevante para entender os rumos da transparência corporativa, da prestação de contas e das tendências globais em sustentabilidade.



Forbrukarrådet, o Conselho de Consumidores da Noruega. Ah esses 0,07% de noruegueses de nosso mundo atual … “It's really important that the products can't be fixed. It breaks, then it dies. So you have to buy another one... and another... and another one, and another one... and another one. This way we're actually slowly killing the planet as well." Veja o vídeo e pense como você se sente como consumidor (e cidadão).



Eventos


Outubro

🇦🇺 20 a 21, Australasian Emission Reduction Summit, Adelaide, Austrália




Novembro

🇹🇷 9 a 20, COP31. Antalia, Turquia. 



Carbon Credit Markets é canal educativo e mídia referência nos mercados de carbono com forte presença digital e audiência global em mais de 100 países.



Mosaico Carbon Credit Markets Week 41 2026
Mosaico Carbon Credit Markets Week 41 2026

 CARBON CREDIT MARKETS

“Nothing in life is to be feared, it is only to be understood. Now is the time to understand more, so that we may fear less.”

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Madame Marie Curie (1867 - 1934) Chemist & physicist. French, born Polish.

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