24ª semana CCM 2026. Semana de convergências. Metodologias Artigo 6; EU ETS Setorial; Contabilidade territorial; Recursos Naturais OCDE; Florestas UE; COP30–31 e Agro; CEOs ESG; IPCC Cidades; Cultura
- Art Dam
- há 2 minutos
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Segunda-feira, 15 de junho de 2026.
24ª semana de Carbon Credit Markets em 2026.
Se quiser, ao som desse rap emotional em francês, Carbone qui Monte ou outras músicas de sua escolha.
Mercados de carbono avançam com a regulamentação do Artigo 6.4, que revisa metodologias de eficiência energética em cookstoves e renováveis, além de abrir consulta pública para novas abordagens de navegação de baixo carbono e detecção de vazamentos. Ao mesmo tempo, a Comissão Europeia atualizou os benchmarks do EU ETS para 2026–2030, ajustando gradualmente os valores de referência para setores como cimento, refino, aço, papel, químicos e fertilizantes, no esforço redução de emissões.
Outros Destaques mostram avanços recentes alinham clima, natureza e uso da terra para toda a indústria — não apenas o agronegócio: o novo GHG Protocol Land Sector & Removals introduz o conceito de potencial de carbono das propriedades; a OCDE padroniza a medição de recursos naturais nas contas nacionais; a UE alerta para a queda na capacidade de absorção das florestas; e COP30–COP31 reforçam a cooperação em agricultura sustentável e sistemas alimentares resilientes.
Curtas e Oportunidades trazem movimentos empresariais que reforçam o pragmatismo e a convergência entre clima, cidades e sustentabilidade corporativa: o estudo UN Global Compact–Accenture mostra CEOs mais focados em resultados concretos de ESG; o IPCC abriu contribuições ao rascunho do relatório sobre clima e cidades; duas décadas após An Inconvenient Truth, o alerta climático de Al Gore permanece atual; e Cartooning for Peace destacou o poder da arte e do humor para comunicar temas ambientais, em sintonia com nossas iniciativas culturais ligadas aos mercados de carbono.
Além de uma lista com eventos relevantes.
Créditos de Carbono
UN avança na regulamentação do Artigo 6 e do mercado de créditos de carbono com novas metodologias em consulta até 25 de junho
O Methodological Expert Panel (MEP) do Artigo 6.4 do Acordo de Paris realizará sua 14ª reunião entre 22 e 26 de junho de 2026, em Bonn, para avançar na definição das regras que orientarão o futuro dos créditos de carbono sob o mecanismo da ONU. A agenda anotada da reunião — já disponível no site da UNFCCC — inclui a análise de rascunhos metodológicos para “medidas de eficiência energética em cocção doméstica” e “geração de eletricidade a partir de fontes renováveis conectadas a sistemas elétricos”.
Paralelamente, a UNFCCC abriu consulta pública sobre duas metodologias propostas para o mecanismo do Artigo 6.4, com prazo para contribuições até 25 de junho de 2026. As propostas tratam de:
Essas consultas representam uma etapa central na consolidação das regras do mercado global de créditos de carbono sob o Artigo 6.4, permitindo que governos, empresas e especialistas contribuam diretamente para o desenho das metodologias que definirão a integridade ambiental e a credibilidade do mecanismo.
Comissão Europeia atualiza benchmarks do EU ETS para 2026–2030
A Comissão Europeia apresentou os novos benchmarks do EU ETS para 2026–2030, agora em consulta pública até 8 de junho de 2026, reforçando que esses valores de referência — fundamentais para calcular a alocação gratuita de licenças, que continuará cobrindo em média 75% das emissões industriais — foram atualizados para refletir maior eficiência e manter a inclusão de emissões indiretas de eletricidade em 14 setores, com impacto financeiro estimado em €4 bilhões. Com os novos benchmarks, setores como cimento, refino, aço e papel enfrentarão limites de emissões mais rígidos, o que reduz gradualmente a quantidade de licenças gratuitas (sem eliminá‑las) e pressiona a indústria europeia a acelerar a descarbonização.
Outros Destaques
Novo padrão global incentiva empresas a medir não apenas as emissões, mas também o potencial de carbono de suas propriedades
“How much did you emit this year?” era a pergunta central da contabilidade climática corporativa avançada — e agora surge uma segunda questão decisiva: “How much carbon could your company’s land be storing, relative to its native ecosystem potential?”.
O artigo do World Economic Forum, publicado antes do Annual Meeting of the New Champions (“Summer Davos”) de junho de 2026 na China, destaca que o novo GHG Protocol Land Sector and Removals Standard (2026) transforma esse sistema ao exigir que empresas reportem não apenas suas emissões e remoções, mas também o estoque potencial de carbono que suas terras poderiam reter se restauradas ao ecossistema nativo, introduzindo o conceito de custo de oportunidade de carbono e criando um verdadeiro “balanço patrimonial do carbono”. Essa mudança expõe impactos antes invisíveis da agricultura, da mudança de uso da terra e das cadeias produtivas, pressionando empresas, governos e investidores a reavaliar subsídios, produtividade futura, riscos de ativos e estratégias de restauração ecológica, ao integrar clima, alimentos e biodiversidade em uma única lógica contábil.
Embora o novo protocolo se aplique a todas as empresas que possuem terras, florestas, agricultura, pecuária, manejo, biocombustíveis ou cadeias dependentes de terra, tanto o GHG Protocol quanto o WEF deixam claro que o setor agropecuário (agriculture, forestry and land use) será o mais profundamente transformado, por concentrar a maior parte das emissões e do potencial de armazenamento de carbono baseado em terra.
OCDE lança guia para padronizar medição de recursos naturais nas contas nacionais
O relatório “Measuring Natural Resources in the National Accounts – A Compilation Guide”, publicado pela OCDE, oferece orientações práticas para que países integrem recursos naturais — como água, florestas, minerais e energia — às contas nacionais, alinhando‑se ao System of Environmental‑Economic Accounting (SEEA). O guia destaca a importância de métodos padronizados, dados consistentes e harmonização internacional para melhorar a mensuração de estoques, fluxos, degradação ambiental e uso econômico dos recursos, fortalecendo políticas públicas, comparabilidade entre países e análises sobre sustentabilidade, produtividade e crescimento de longo prazo.
União Européia alerta para queda na capacidade das florestas de absorver carbono e risco às metas climáticas de 2030
O capítulo sobre uso da terra e florestas (LULUCF) do EU Climate Action Progress Report 2025 mostra que a capacidade europeia de absorver carbono segue em declínio, apesar de uma leve melhora para –198 MtCO₂e em 2023, deixando um déficit de 40–55 MtCO₂e para cumprir a meta de 2030. As florestas da UE estão absorvendo menos carbono do que há uma década, pressionadas por secas, incêndios, pragas e maior intensidade de colheita, e o relatório reforça a urgência de mais investimentos e melhor monitoramento para recuperar essa função essencial.
COP30 e COP31 ampliam cooperação em agricultura sustentável
A visita técnica à Embrapa Solos reuniu representantes da COP30 e da COP31 para fortalecer a cooperação internacional em torno de sistemas alimentares resilientes, com foco em inovação, adaptação climática e implementação de soluções em escala. O encontro destacou iniciativas como a AgriZone - inovação brasileira na COP30 -, os Planos de Aceleração de Soluções e ações integradas entre ciência, saberes territoriais, políticas públicas e financiamento, reforçando o papel das COPs como plataformas de mobilização para transformar a agricultura e ampliar resultados rumo a Antália.
Curtas & Oportunidades
O Estudo “Turning the Key. Unlocking the Next Era of Sustainability Leadership” do Pacto Global da ONU–Accenture revela que a sustentabilidade entrou na era do pragmatismo, com 88% dos CEOs enxergando um business case mais forte para ESG, embora apenas 35% dos ODS estejam no caminho certo. Um diagnóstico global que expõe avanços, tensões e prioridades reais da liderança corporativa — vale a leitura para entender para onde o empresariado global está se movendo.
Com o Special Report on Climate Change and Cities previsto para março de 2027, o IPCC está recebendo comentários sobre o Second Order Draft (SOD) até 19 de junho — uma oportunidade única para influenciar um importante documento científico e contribuir com evidências, experiências urbanas e propostas concretas para fortalecer a resposta global ao aquecimento.
Vinte anos após o impacto global de “An Inconvenient Truth”, quando Al Gore destacou a combinação poderosa de ciência, verdade e o peso econômico das energias limpas — lembrando que “nothing is scarier than the truth”. Um alerta que moldou o mundo. Vale assistir novamente um dos documentários mais influentes da história.
Celebrando o Dia Mundial do Meio Ambiente, último dia 5 de junho, o projeto — baseado em dois cartoons socialmente conscientes de Sherif Arafa (Egito) e Tjeerd Royaards (Holanda), membros do Cartooning for Peace — mostra como humor, sátira e a força das imagens permitem que questões ambientais sejam abordadas de forma direta, acessível e universal. Uma combinação poderosa de arte e consciência — aliás, como o artista Ar T Dam faz através da música para Carbon Credit Markets. Assista aos dois vídeos no YouTube clicando nos nomes dos cartunistas.
Eventos
Junho
🇬🇧 20 a 28, London Climate Action Week 2026.
Julho
🇫🇷 1 e 2, Green Growth and Sustainable Development (GGSD) Forum 2026. Em Paris e online.
🇯🇵 22, Strengthening Local Resilience to Planetary Crises: Scaling up Synergistic Solutions. Kobe, Japão, presencial e online.
🇧🇷 24, 2ª Conferência Brasileira de Inventariação de Gases de Efeito Estufa. Curitiba, Brasil.
Agosto
🇧🇷 27 e 28, Conferência Brasileira Clima e Carbono, Aliança Brasil NBS.
Setembro
🇨🇳15, Carbon Market Conference. Open Coalition on Compliance Carbon Market, em Wuhan, China.
Outubro
🇦🇿🇺🇳 5 a 9, UNFCCC Climate Week 2, Baku, Azerbaijão.
📅 07 e 08 de outubro, Congresso SAE BRASIL 2026, Pavilhão da Bienal – Parque Ibirapuera, São Paulo, Brasil
🇦🇺 20 a 21 de outubro, Australasian Emission Reduction Summit, Adelaide, Austrália
📅 28 de outubro, Verra’s October 2026 Stakeholder Update Webinar
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