Transformando a economia e a governança da água

Como temos postado nos últimos dias, a situação da água no Mundo não parece trivial. Principalmente quando o ciclo natural da água que atendia 2 bilhões de pessoas em 1950 agora tem que atender uma população 4 vezes maior.


As florestas têm um papel fundamental no ciclo da água doce. Temos 4 vezes mais florestas do que em 1950?


O desmatamento está mudando os padrões de evaporação e reduzindo o feedback de umidade das florestas, interrompendo o fluxo natural da água e das chuvas. Relação com créditos de carbono ? O esgotamento da água no solo e nas florestas está reduzindo a capacidade de sequestro de carbono.


Além disso, a produção global de grãos e as exportações de alimentos estão em risco, mostrando quão vita é a relação de dependência entre a produção de alimentos de grandes e estáveis ​​volumes de água.


Mais especificamente:

  • Nos Estados Unidos e na Europa, secas e incêndios.

  • Na Ucrânia, o impacto do conflito persistente sobre o fornecimento de grãos e fertilizantes.

  • Na Ásia em geral, a imprevisibilidade da estação das chuvas monções.

  • Na China, uma onda de calor sem precedentes que causou escassez de água e afetou mais de um terço da produção de arroz.

  • Na Índia, graves inundações e secas em todo país.

  • No Paquistão, inundações recentes submergiram um terço do país, matando pessoas e acabando com 45% das colheitas.

  • No planalto tibetano, o derretimento do gelo afetando o abastecimento de água doce para mais de um bilhão de pessoas.

  • Na África Oriental, uma seca devastadora de quatro anos destruindo os meios de subsistência e deixando milhões com escassez alimentar.


Devemos agora reconhecer as ameaças ao sistema global de água doce e traduzir nossa consciência em ação coletiva. E inovação. Caso contrário, a escassez de água comprometerá todos os outros Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.


Clique abaixo para ler outro ótimo artigo (em inglês) do Project Syndicate. E aqui para nossos posts relacionados à água.



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« … car rien ne se crée, ni dans les opérations de l’art, ni dans celles de la nature, et l’on peut poser en principe que, dans toute opération, il y a une égale quantité de matière avant et après l’opération ; que la qualité et la quantité des principes est la même, et qu’il n’y a que des changements, des modifications. »

Antoine-Laurent De Lavoisier 1789, Traité élémentaire de chimie.