Preço do crédito de carbono na B3, CBIO, dispara com demanda alta (SUNO)

Todo ano, as distribuidoras têm metas de aquisição de créditos dos fornecedores de biocombustíveis, que são uma alternativa limpa em comparação com os combustíveis derivados petróleo vendidos nos postos. Neste fim de ano, com a corrida de distribuidoras reguladas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), para atingir a meta de descarbonização firmada com o governo, a cotação do CBIO (crédito de carbono) dobrou ao atingir o recorde histórico de R$ 62,46, em relação a janeiro quando era cotada as R$ 30,28. As metas de descarbonização são individuais, cada distribuidora tem a sua. Quanto mais combustível uma empresa vende, mais crédito de carbono tem de ser adquirido. O crédito é o CBIO, negociado na B3. A medida faz parte da Política Nacional de Combustíveis (Renovabio), criada em 2017 para que o Brasil cumpra as obrigações assumidas na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2015 (COP21). Cada CBIO corresponde a uma tonelada de CO2 evitado, o equivalente a sete árvores. O total de crédito a ser adquirido pelas distribuidoras neste ano, de 33,9 milhões de toneladas de CO2 eq (equivalente), corresponde à captura de carbono de 233,73 milhões de árvores. Clique na imagem para saber mais.




 CARBON CREDIT MARKETS

« … car rien ne se crée, ni dans les opérations de l’art, ni dans celles de la nature, et l’on peut poser en principe que, dans toute opération, il y a une égale quantité de matière avant et après l’opération ; que la qualité et la quantité des principes est la même, et qu’il n’y a que des changements, des modifications. »

Antoine-Laurent De Lavoisier 1789, Traité élémentaire de chimie.