MSCI na prática: Pegada de Carbono Total do Portfólio

Em julho de 2022 analisamos matéria da MSCI ESG sobre as abordagens variadas dos reguladores sobre o TCFD, o Task Force on Climate-related Financial Disclosures. Como o assunto voltou na em 27 de setembro na live "MSCI In Practice: Total Portfolio Carbon Footprinting – a baseline for a Net-Zero transition", publicaremos novamente a respeito.


À época indicamos que, se por um lado, o esforço global para padronizar os relatórios de risco climático é visível através do aumento dos compromissos de descarbonização por parte das empresas, por outro lado há uma percepção de que os reguladores financeiros nacionais diferem em suas exigências e o escopo das empresas obrigadas a fazê-lo. Ou seja, os investidores devem prestar atenção à comparabilidade e uniformidade dos dados reportados. Há, no entanto, um ponto em comum: que as empresas serão obrigadas a divulgar cada vez mais métricas prospectivas, para que os investidores possam avaliar a capacidade de transição.


Abaixo uma lista não extensiva de reguladores cujas regras alinhadas ao TCFD entram em vigor em 2022:

  1. Brasil. A regulamentação do Banco Central do Brasil sobre divulgações de riscos climáticos entra em vigor

  2. Estados Unidos. SEC coloca sua regra de divulgação climática em audiência pública.

  3. Estados Unidos. A National Association of Insurance Commissioners (NAIC), do setor de seguros, adota novo padrão para relatar seus riscos relacionados ao clima, em alinhamento com o TCFD.

  4. Hong Kong. A Securities and Futures Commission passa a exigir que todos os grandes gestores de fundos divulguem seus riscos relacionados ao clima.

  5. Índia. Obrigatoriedade para que os maiores emissores listados em bolsa divulgarem os seus relatórios de sustentabilidade empresarial para o ano fiscal 2022-2023.

  6. Japão. A Financial Services Agency exigirá que as empresas listadas no segmento principal divulguem conforme o TCFD

  7. Nova Zelândia. O External Reporting Board publica o primeiro conjunto de padrões de relatórios climáticos.

  8. Reino Unido. Regras da Financial Conduct Authority sobre TCFD.

  9. Singapura. Exigências para que emissores adotem relatórios climáticos pela SGX.

  10. Suíça. Inicia consulta sobre portaria sobre relatórios climáticos para grandes empresas.

  11. União Européia. Adoção do primeiro conjunto de padrões de relatórios para a Diretiva de Relatórios de Sustentabilidade Corporativa.

Clique na imagem abaixo - iniciativas net-zero regulatórias, padrões voluntários e setoriais - para acessar o video on-demand da MSCI Events (em inglês), discutindo e exemplificando como entender, medir e reportar, incluindo TCFD, a pegada de emissões completa em um portfólio total, o Total Portfolio Footprinting. Em alinhamento com The Partnership for Carbon Accounting Financials (PCAF) e seu Global GHG Accounting and Reporting Standard em todas as classes de ativos.



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« … car rien ne se crée, ni dans les opérations de l’art, ni dans celles de la nature, et l’on peut poser en principe que, dans toute opération, il y a une égale quantité de matière avant et après l’opération ; que la qualité et la quantité des principes est la même, et qu’il n’y a que des changements, des modifications. »

Antoine-Laurent De Lavoisier 1789, Traité élémentaire de chimie.