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Guerra dos créditos de carbono? Ou seria apenas mais uma commodity de exportação?

De acordo com a Bloomberg, e alguns outros meios de comunicação, em 16 de maio o governo do Zimbábue divulgou sua estrutura nacional de crédito de carbono, descrevendo a orientação do país sobre compliance e os mercados voluntários de carbono: o governo assumirá o controle da produção de créditos de carbono, estipulando que terá direito a metade da receita dos títulos.


Ou seja, 50% da receita total gerada com os projetos de crédito de carbono deve ir para o governo, enquanto os investidores estrangeiros e locais terão direito a 30% e 20%, respectivamente.


Além disso, de acordo com Monica Mutsvangwa, Ministra da Informação, todos os acordos anteriores assinados com agências e organizações internacionais tornam-se “nulos e sem efeito”. Um impacto direto para grandes compradores de offsets, afetando significativamente os planos de sustentabilidade das empresas.


Para supervisionar todo o comércio de carbono no país, um Comitê de Comércio de Carbono será criado dentro do Departamento de Gestão de Mudanças Climáticas, um órgão existente do Ministério do Meio Ambiente, Clima, Turismo e Indústria Hoteleira.


Como o Zimbábue, muitos outros países africanos desejam aumentar sua atuação nos mercados voluntários de carbono.


Veja aqui por exemplo o caso da Tanzânia, que em parceria com a Noruega desenvolveu seu National Carbon Monitoring Centre, incluindo um Carbon Registry.


Também a Africa Carbon Markets Initiative (ACMI) , lançada no final do ano passado, na COP27 por um grupo de patrocinadores de peso e apoiadores que incluem a Global Energy Alliance for People and Planet, Sustainable Energy for All, The Rockefeller Foundation e UN Economic Commission for Africa, e UN Climate Change High Level Champions a.o. Países como Quênia, Malawi, Gabão, Nigéria e Togo já começaram a colaborar com a ACMI por meio de planos voluntários de ativação dos mercados de créditos de carbono, rumo à criação de novos empregos e bilhões em receita.


Você também deve se lembrar da reunião pré-COP27 com o Brasil, Congo (RDC) e Indonésia - lar de cerca de 52% das florestas tropicais remanescentes do mundo - que levou os ativistas da conservação a se referirem com entusiasmo ao grupo como a "OPEP das florestas" . E também houve a suspensão (temporária) em meados de 2022 dos mercados voluntários de crédito de carbono na Indonésia e Papua Nova Guiné.


Em resumo, enquanto alguns países "desfrutam da publicidade" com debates sobre aumento das áreas produtoras de combustíveis fósseis, governos de países em desenvolvimento - onde ainda existem florestas em pé - com desejos "ardentes" ;-) pelos créditos de carbono.


Guerra dos créditos de carbono? Ou seria apenas mais uma commodity de exportação?


Clique na imagem abaixo para ler o artigo.




 CARBON CREDIT MARKETS

“Nothing in life is to be feared, it is only to be understood. Now is the time to understand more, so that we may fear less.”

“I am among those who think that science has great beauty”

Madame Marie Curie (1867 - 1934) Chemist & physicist. French, born Polish.

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