Boas notícias da IEA: emissões de CO2 devem crescer menos em 2022 do que no ano passado

Se em março reportamos que as "Emissões globais de CO2 voltaram ao nível mais alto da história" nova análise da IEA International Energy Agency mostrou ontem que as emissões globais de CO2 provenientes da queima de combustíveis fósseis devem crescer pouco menos de 1% este ano, ou seja, apenas uma pequena fração do aumento no ano passado. Graças a uma forte expansão das energias renováveis ​​e do uso de veículos elétricos e apesar do aumento geral na geração de energia, do setor de aviação à medida que as viagens aéreas se recuperam no pós-pandemia e das preocupações generalizadas com as consequências da guerra na Ucrânia.


A energia solar fotovoltaica e a eólica lideram o aumento na geração global de energia renovável em 2022, com mais de 700 terawatts-hora (TWh), o maior aumento anual já registrado. Sem esse aumento, as emissões globais de CO2 seriam mais de 600 milhões de toneladas maiores. E apesar da situação desafiadora que a energia hidrelétrica enfrentou em várias regiões devido às secas este ano, a produção global de energia hidrelétrica aumenta ano a ano, contribuindo com mais de um quinto do crescimento em energias renováveis.


O artigo conclui que “… sinais promissores de mudanças estruturais duradouras na intensidade do CO2 na matriz energética global são evidentes em 2022 – e devem ser reforçados pelo aumento significativo no apoio governamental ao investimento em energia limpa, principalmente na Inflation Reduction Act dos EUA, bem como em planos de descarbonização, como o pacote Fit for 55 da União Europeia e o plano Green Transformation (GX) do Japão, e em metas ambiciosas de energia limpa na China e na Índia.”


Confira em nosso blog alguns posts anteriores sobre esses esforços:


Adicionamos o Brasil, inclusive com referências a algumas propostas de lei.


Clique na imagem abaixo para o próprio artigo da IEA de ontem, incluindo a informação de que o “World Energy Outlook 2022” será lançado em 27 de outubro.





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« … car rien ne se crée, ni dans les opérations de l’art, ni dans celles de la nature, et l’on peut poser en principe que, dans toute opération, il y a une égale quantité de matière avant et après l’opération ; que la qualité et la quantité des principes est la même, et qu’il n’y a que des changements, des modifications. »

Antoine-Laurent De Lavoisier 1789, Traité élémentaire de chimie.